Flashcards 1 – Direito Tributário – Princípios Tributários

Flashcards para estudo de doutrina de Direito Tributário, princípio da legalidade:

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1.  Analise a função dos princípios tributários como limitações constitucionais.Os princípios funcionam como balizamentos da ação estatal, impondo limites rígidos ao poder de tributar das entidades federadas (União, Estados, Municípios e DF) para proteger o contribuinte, conforme os arts. 150, 151 e 152 da CF.
2.  Justifique a afirmação de que a violação de um princípio tributário gera “contaminação”.Qualquer ato de tributação que desrespeite os limites constitucionais é eivado de vício jurídico, sendo inevitavelmente contaminado por inconstitucionalidade, o que autoriza sua anulação judicial.
3.  Qual o impacto prático da aplicação dos arts. 150 a 152 da CF para o advogado tributarista?Estes artigos hospedam as garantias fundamentais do contribuinte; sua violação é a base elementar para qualquer petição ou recurso que vise questionar a validade de uma cobrança fiscal.
4.  Diferencie o papel das entidades federadas no exercício do poder de tributar frente aos princípios.União, Estados, Municípios e DF possuem competência para tributar, mas essa competência não é absoluta; ela é condicionada ao respeito aos regramentos constitucionais previstos na Carta Magna.
5.  Explique a consequência jurídica de um Município instituir uma taxa sem observar o bloco de princípios constitucionais.O ato municipal seria nulo por inconstitucionalidade, uma vez que os princípios tributários são normas de reprodução obrigatória e vinculam todas as esferas federadas.
6.  Defina a relação entre princípios tributários e segurança jurídica.Os princípios garantem a previsibilidade do sistema, impedindo que o contribuinte seja surpreendido por exações arbitrárias, servindo como escudo contra o arbítrio estatal.
7.  Por que a leitura dos artigos 150 a 152 é considerada essencial na preparação para concursos?Porque eles consolidam as “regras do jogo” da tributação no Brasil, sendo o tema mais recorrente em provas de alto nível por sua relevância técnica e prática.
8.  Analise a abrangência dos princípios tributários: eles se aplicam a todos os tributos ou apenas aos impostos?Aplicam-se ao gênero tributo (impostos, taxas, contribuições, etc.), servindo de regramento para qualquer ação tributante exercida pelo Estado.
9.  Como a jurisprudência utiliza os princípios como fundamento de decisão?Juízes e tribunais baseiam seus acórdãos na conformidade dos atos normativos com os princípios constitucionais, declarando a ilegalidade ou inconstitucionalidade de cobranças que extrapolem tais limites.
10.  Discorra sobre a importância do “balizamento” da ação estatal no Direito Tributário.Significa que o Estado não tem “cheque em branco” para arrecadar; ele deve atuar dentro das fronteiras delimitadas pelo constituinte, respeitando a esfera patrimonial do particular.
11.  Justifique a necessidade de atualização dos princípios frente à Emenda Constitucional 132/2023.A Reforma Tributária modificou estruturas do sistema, mas os princípios permanecem como garantias fundamentais que devem ser interpretados sob a nova ótica constitucional.
12.  Qual a importância de citar os princípios tributários em toda e qualquer peça processual tributária?Reforça a fundamentação técnica sob a ótica da defesa de direitos fundamentais, uma vez que o princípio é a norma de maior hierarquia no sistema jurídico.
13.  Diferencie a função dos artigos 151 e 152 em relação ao 150 da CF.Enquanto o 150 foca em vedações e garantias individuais, o 151 e 152 tratam de limitações voltadas ao pacto federativo e à uniformidade tributária.
14.  Explique por que o poder de tributar é, simultaneamente, uma faculdade e um encargo limitado.É uma faculdade estatal para sustentar o bem comum, mas seu exercício é um encargo que deve obrigatoriamente submeter-se aos mandamentos constitucionais.
15.  Analise o impacto da inobservância dos princípios tributários na estabilidade econômica.A falta de respeito aos princípios gera insegurança jurídica, afasta investimentos e causa instabilidade, pois impede o planejamento tributário dos agentes econômicos.
16.  Identifique o registro histórico mais antigo do fenômeno tributário mencionado na doutrina.O fenômeno tributário é registrado desde o século XIII a.C., demonstrando ser uma constante na organização das sociedades humanas.
17.  Qual o marco inicial da legalidade tributária no plano histórico-jurídico?A gênese ocorre na Magna Carta inglesa ( Magna Charta Libertatum ) de 1215, outorgada pelo Rei João Sem Terra.
18.  Explique o ideal do “consentimento popular” nascido em 1215.Estabeleceu que nenhum tributo seria exigido sem a anuência dos tributados; corre tão somente o tributo consentido.
19.  Analise a frase de Pontes de Miranda: “o povo tributando a si mesmo”.Reflete que a legalidade tributária materializa a vontade do povo através de seus representantes no Legislativo, que autorizam a invasão patrimonial via lei.
20.  Como o ideal de consentimento se manifesta nas democracias modernas?Através do processo legislativo, onde os representantes eleitos discutem e votam as leis que instituem ou aumentam tributos.
21.  Qual a relação entre a Magna Carta de 1215 e a resistência ao arbítrio real?Foi a primeira vez que se impôs um limite ao monarca, impedindo-o de tributar de forma unilateral e sem fundamento na vontade dos barões/povo.
22.  Identifique a única Constituição brasileira que não previu integralmente o princípio da legalidade.A Constituição de 1937, marcada pelo período autoritário do Estado Novo.
23.  Qual a terminologia específica utilizada por Pontes de Miranda para este princípio?O autor utilizava o termo “Princípio da Legalitariedade”.
24.  Justifique a natureza multissecular da legalidade tributária.O princípio não é uma invenção moderna, mas fruto de séculos de lutas sociais para limitar o poder absoluto do soberano sobre o patrimônio privado.
25.  Como a história da legalidade influencia a interpretação atual do Art. 150, I, da CF?Reforça que a exigência de lei não é mera formalidade, mas uma garantia política de que o tributo é fruto do debate democrático.
26.  Discorra sobre o papel do Rei João Sem Terra na evolução do Direito Tributário.Apesar de sua resistência, foi o monarca que assinou o documento que se tornou o pilar da limitação do poder estatal no campo fiscal.
27.  Por que se afirma que o tributo é um fenômeno de “invasão”?Porque a tributação retira parcela do patrimônio privado para o Estado, o que só se justifica mediante autorização legal e representatividade popular.
28.  Explique a conexão entre representatividade e tributação.Sem representação no Legislativo, não haveria legitimidade para a cobrança de tributos, princípio sintetizado no lema ” no taxation without representation “.
29.  Analise o princípio da legalidade sob a ótica do Direito Comparado e sua origem inglesa.A tradição da  Common Law  e a Magna Carta influenciaram os sistemas jurídicos ocidentais a adotarem a reserva legal como proteção contra o fisco.
30.  Qual o valor supremo protegido pela evolução histórica da legalidade?A liberdade individual e o direito de propriedade frente às pretensões arrecadatórias ilimitadas do Estado.
31.  Diferencie legalidade genérica de legalidade tributária na CF/88.A genérica reside no Art. 5º, II (regramento comum); a específica (tributária) está no Art. 150, I, voltada exclusivamente para a proibição de exigir ou aumentar tributo sem lei.
32.  Analise a redação do Art. 5º, II, da Constituição Federal.“Ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”, fundamento de todo o sistema jurídico brasileiro.
33.  Por que o constituinte de 1988 incluiu o Art. 150, I, se o Art. 5º, II, já existia?Foi uma escolha didática para detalhar as garantias do contribuinte, reforçando a proteção no sensível campo das finanças públicas.
34.  Onde reside a “legalidade específica” e qual sua função?No Art. 150, I, da CF; sua função é vedar expressamente à União, Estados, DF e Municípios a exigência ou majoração de tributos sem lei.
35.  Explique a expressão “Sem prejuízo de outras garantias” contida no Art. 150 da CF.Indica que o rol de princípios ali listados é exemplificativo ( numerus apertus ), não excluindo outras proteções previstas no texto constitucional ou em tratados internacionais.
36.  Justifique a aplicação do Art. 5º, II, no Direito Tributário.Embora genérico, ele serve de fundamento complementar para proteger o contribuinte contra deveres instrumentais ou obrigações acessórias sem base legal.
37.  Analise a “didática” do constituinte de 1988 na organização do Sistema Tributário Nacional.O constituinte buscou clareza e segurança ao agrupar as limitações ao poder de tributar em uma seção própria, facilitando a defesa dos direitos fundamentais.
38.  É correto afirmar que a legalidade tributária é uma mera reprodução da legalidade administrativa?Não, pois a tributária exige reserva legal estrita para os elementos essenciais do tributo, dada a natureza invasiva da exação fiscal.
39.  Qual a importância de diferenciar as duas legalidades em uma prova de concurso?Permite identificar se o examinador cobra a regra geral de conduta (Art. 5º, II) ou o regramento técnico da ação arrecadatória (Art. 150, I).
40.  Como o princípio da legalidade limita a atuação dos chefes do Poder Executivo?Impede que prefeitos, governadores ou o presidente criem ou aumentem obrigações tributárias por vontade unilateral ou capricho.
41.  O que caracteriza a “reserva legal” no Direito Tributário?A necessidade de que todos os elementos da norma tributária (fato gerador, base de cálculo, alíquota e sujeitos) estejam previstos em lei.
42.  Justifique a exigência de lei para “exigir” tributos.Não basta que o tributo exista; sua cobrança deve seguir estritamente o que a lei prescreve, evitando perseguições ou privilégios fiscais.
43.  Analise o papel do Poder Legislativo como “quem apita” no Direito Tributário.O Legislativo detém o primado da lei; sem sua autorização, o Executivo não possui legitimidade para avançar sobre o patrimônio do cidadão.
44.  Por que a legalidade é considerada o primeiro princípio tributário a ser estudado?Porque é o fundamento de validade de toda a tributação; sem lei, não há tributo juridicamente sustentável.
45.  Como o Art. 150, I, protege o contribuinte contra o arbítrio municipal?Garante que o Município só possa cobrar impostos (como o IPTU) se houver uma lei municipal aprovada pela Câmara de Vereadores.
46.  Identifique os dois verbos expressos no Art. 150, I, da CF e fundamente com o CTN.Os verbos são “instituir” e “majorar”. A fundamentação técnica é complementada pelo Art. 97, I e II, do CTN.
47.  Defina o alcance do verbo “instituir” conforme o Art. 97, I, do CTN.Refere-se à criação de um tributo; somente a lei pode estabelecer a instituição de exações antes inexistentes.
48.  Explique o verbo “majorar” à luz do Art. 97, II, do CTN.Refere-se à majoração de tributos ou à sua modificação que os torne mais onerosos para o contribuinte.
49.  Justifique tecnicamente por que a redução de tributos também depende de lei.Pelo princípio da simetria e em homenagem à segurança jurídica; o ato de desonerar exige o mesmo crivo legislativo que o de onerar.
50.  A extinção de um tributo pode ser feita por decreto? Justifique.Não. A extinção depende de lei, pois o desfazimento da relação tributária exige a mesma solenidade e debate parlamentar de sua criação.
51.  Analise a importância da segurança jurídica no processo de redução de tributos.Evita que o Executivo conceda benefícios casuísticos ou arbitrários, garantindo que a renúncia de receita seja debatida pelo Legislativo.
52.  Por que o Poder Executivo não pode “emanar a vontade de tributar” sozinho?Porque o tributo não é fruto de intenção aleatória, mas sim da vontade do povo materializada em leis votadas por seus representantes.
53.  Diferencie a criação de tributo da majoração para fins de aplicação da legalidade.Ambos exigem lei, mas a majoração pode ocorrer sobre tributo já instituído, enquanto a instituição faz nascer uma nova obrigação fiscal.
54.  Explique o conceito de “primado da lei” no fenômeno tributário.Significa que a lei é a fonte primária e indispensável para qualquer alteração na carga tributária, seja para aumentar ou extinguir.
55.  Como a previsibilidade econômica é garantida pelo processo legislativo?A discussão, deliberação e votação permitem que o contribuinte conheça as mudanças com antecedência e participe do debate via representação.
56.  O que se entende por “vontade do povo” nas casas legislativas tributárias?É o consentimento democrático para a tributação, exercido por parlamentares que detêm o mandato para autorizar exações.
57.  Analise o impacto da legalidade sobre a alteração da base de cálculo.Conforme o Art. 97, II e IV, do CTN, a fixação da alíquota e da base de cálculo do tributo são matérias reservadas à lei.
58.  Por que a diminuição da carga tributária sem lei pode ferir a segurança jurídica?Pode gerar concorrência desleal ou favorecimentos ilícitos que não passaram pelo controle e transparência do parlamento.
59.  Defina o papel da simetria jurídica no Direito Tributário.É o princípio que exige que os mesmos instrumentos legais usados para criar obrigações sejam usados para alterá-las ou extingui-las.
60.  Como o princípio da legalidade evita o “capricho” de chefes do Executivo?Retira do governante o poder de tributar por decreto, submetendo qualquer alteração fiscal ao controle e debate do Legislativo.
61.  O aumento indireto de tributo (via alteração de prazo de pagamento) exige lei?O STF entende que a alteração do prazo de recolhimento não é majoração, não exigindo lei; contudo, a base de cálculo e alíquota exigem lei estrita.
62.  Explique a relação entre o princípio da legalidade e a transparência fiscal.A lei, sendo pública e debatida, assegura que o contribuinte saiba exatamente o quanto e por que está sendo tributado.
63.  Justifique: “Não há tributo sem lei prévia”.É a tradução do princípio da reserva legal; a obrigação só nasce se houver lei anterior que descreva abstratamente a situação fática.
64.  Qual o efeito jurídico de um decreto que tenta instituir uma taxa de lixo?O decreto é nulo por vício de legalidade, pois taxas são tributos e sua instituição exige lei ordinária municipal.
65.  Onde o contribuinte busca o fundamento para contestar um aumento de IPVA feito por portaria?No Art. 150, I, da CF e no Art. 97, II, do CTN, que exigem lei para a majoração de tributos.
66.  Qual o instrumento legislativo padrão para a criação e majoração de tributos no Brasil?A Lei Ordinária, aprovada por maioria simples, conforme o processo legislativo comum.
67.  Defina a aplicação da Lei Ordinária no âmbito municipal para o IPTU.O IPTU, por ser tributo municipal comum, satisfaz-se com a edição de lei ordinária da respectiva Câmara de Vereadores.
68.  Diferencie o quórum de aprovação da Lei Ordinária e da Lei Complementar.A Lei Ordinária exige maioria simples (presentes); a Lei Complementar exige quórum privilegiado de maioria absoluta (totalidade dos membros).
69.  Por que o Direito Tributário se “satisfaz quase plenamente” com a lei ordinária?Porque a lei complementar é reservada apenas a situações excepcionais e específicas listadas exaustivamente pela CF.
70.  Identifique o artigo que fundamenta a instituição do IPVA por lei ordinária estadual.Artigo 155, III, da CF, respeitando a legalidade do Art. 150, I, via lei ordinária estadual.
71.  Quais são os quatro tributos federais que demandam obrigatoriamente Lei Complementar?IGF; 2. Imposto Residual; 3. Empréstimo Compulsório; 4. Contribuições Residuais da Seguridade Social.
72.  Explique o Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF) e sua fundamentação técnica.Previsto no Art. 153, VII, da CF, exige Lei Complementar por seu alto impacto socioeconômico; ainda não foi instituído no Brasil.
73.  Defina “Imposto Residual” e indique sua exigência legislativa.Previsto no Art. 154, I, da CF, permite à União criar novos impostos, desde que sejam não-cumulativos, não tenham base/fato de outros e sejam instituídos por Lei Complementar.
74.  Discorra sobre o Empréstimo Compulsório e sua base constitucional.Fundamentado no Art. 148,  caput , da CF, é tributo restituível que, pela sua gravidade, só pode ser instituído por Lei Complementar.
75.  O que são “Contribuições Residuais da Seguridade Social” e onde se fundamentam?Previstas no Art. 195, §4º (c/c Art. 154, I), da CF; são novas fontes de custeio da seguridade que exigem Lei Complementar.
76.  Justifique a exigência de maioria absoluta para tributos residuais e IGF.São temas de elevado grau de polemização e impacto; o quórum privilegiado homenageia o contraditório e a dialética parlamentar.
77.  Analise a afirmação: “O Imposto de Renda exige Lei Complementar”.Incorreta. O IR não está na lista dos quatro específicos; portanto, segue a regra geral da Lei Ordinária.
78.  Por que o empréstimo compulsório gerou experiências históricas complexas?Pela natureza de “confisco temporário” e dificuldades na restituição, o que justifica a trava da Lei Complementar hoje.
79.  Diferencie a competência residual de impostos da competência residual de contribuições.Ambas exigem Lei Complementar, mas fundamentam-se em artigos distintos (154, I e 195, §4º, respectivamente).
81.  O que caracteriza a “atuação mitigada” do Poder Executivo na legalidade?A possibilidade constitucional de o Executivo alterar alíquotas de tributos específicos sem necessidade de nova lei para cada flutuação.
82.  Fundamente a atuação mitigada do Executivo no texto constitucional.Reside no Artigo 153, §1º, da Constituição Federal.
83.  Identifique os quatro impostos federais tradicionais da legalidade mitigada.II (Importação), IE (Exportação), IPI (Produtos Industrializados) e IOF (Operações Financeiras).
84.  Por que o termo técnico correto é “mitigação” e não “exceção”?Porque os tributos nasceram por lei; o Executivo apenas exerce uma delegação legal superveniente para flutuar alíquotas.
85.  Por que se afirma que considerar “exceção” à legalidade é tecnicamente incorreto em provas?Porque a legalidade não é afastada; a lei define as balizas dentro das quais o Executivo pode atuar, não havendo “vazio” legal.
86.  O Poder Executivo pode alterar a base de cálculo dos impostos mitigados por decreto?Não. A mitigação do Art. 153, §1º, refere-se exclusivamente às alíquotas. A base de cálculo permanece sob reserva legal estrita.
87.  Qual o instrumento jurídico utilizado pelo Presidente para alterar alíquotas de II, IE, IPI e IOF?Via de regra, o Decreto Presidencial, embora a CF fale em “ato do Poder Executivo”.
88.  Justifique o caráter extrafiscal dos impostos de Importação e Exportação.São usados como ferramentas de política econômica e controle de mercado, exigindo rapidez que o processo legislativo comum não permitiria.
89.  Explique as adições da Emenda Constitucional nº 33/01 à lista de mitigação.A EC 33/01 incluiu a CIDE-Combustíveis e o ICMS-Combustíveis no rol de alíquotas manejáveis pelo Executivo.
90.  Qual a limitação imposta ao manejo das alíquotas da CIDE e ICMS-Combustíveis?O Executivo só pode atuar para a redução e o posterior restabelecimento das alíquotas, dentro dos parâmetros fixados em lei.
91.  Cite a lista completa dos seis tributos que admitem mitigação de alíquotas.II, IE, IPI, IOF, CIDE-Combustíveis e ICMS-Combustíveis.
92.  O Governador pode alterar alíquotas de qualquer ICMS por decreto?Não. Apenas o ICMS-Combustíveis (Art. 155, §4º, IV, “c”) possui essa autorização específica da EC 33/01.
93.  Analise a afirmação: “O Presidente pode criar um novo imposto por decreto na legalidade mitigada”.Incorreta. O Executivo apenas altera alíquotas de tributos já instituídos por lei; a criação é sempre ato legislativo.
94.  Diferencie “alíquota” de “base de cálculo” para fins de questões de concurso sobre o Art. 153, §1º.Alíquota é o percentual; Base de cálculo é o valor econômico. As bancas costumam trocar os termos para induzir ao erro.
95.  Por que o IOF exige flexibilidade do Executivo?Pela necessidade de o governo intervir rapidamente no mercado financeiro e no controle da moeda e do crédito.
96.  O restabelecimento de alíquota da CIDE-Combustíveis pode ser maior que o valor original da lei?Não, o restabelecimento deve observar o teto fixado na lei que instituiu o tributo.
97.  A mitigação da legalidade autoriza a extinção de tributo por decreto?Não. A extinção de tributo é matéria de reserva legal, não abrangida pela flexibilidade das alíquotas extrafiscais.
98.  Como o princípio da legalidade se comporta na CIDE-Combustíveis?Existe uma lei que fixa a alíquota máxima; o Executivo apenas “calibra” o valor para baixo ou volta ao patamar original.
99.  Qual o objetivo final da legalidade mitigada para o Estado?Garantir a agilidade na regulação da economia (extrafiscalidade) sem abdicar totalmente do controle legislativo prévio.
100.  Por que a segurança jurídica é mantida mesmo na legalidade mitigada?Porque a atuação do Executivo não é livre; ela ocorre nos limites e parâmetros previamente estabelecidos pelo Poder Legislativo.

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